É muito importante que quem trabalha no mercado segurador saiba quais são as tendências atuais entre os clientes e os seguros mais procurados por eles, para que seja capaz de se adaptar às mudanças do perfil do consumidor deste segmento. Para isso, também é interessante conhecer a origem e o desenvolvimento desse setor no Brasil.
Ficou com vontade de conhecer mais sobre o assunto? Então, você não pode deixar de conferir o conteúdo que a Agger trouxe para solucionar suas dúvidas. Saiba tudo sobre o mercado de seguros no Brasil, dicas e muito mais!
De acordo com o Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (SINDSEGRS), a previdência e o seguro estão entre as mais antigas práticas econômicas regulamentadas do Brasil, tendo início já no século XVI, graças ao trabalho dos jesuítas da época e do Padre José de Anchieta.
A regulamentação desse tipo de atividade se deu um pouco mais tarde, no século XVIII, com as chamadas “Regulações da Casa de Seguros de Lisboa”, as quais se mantiveram em vigor até 1822, ano da Proclamação da Independência do Brasil.
Primeiras companhias de seguro do Brasil
Pouco antes de 1822, em 1808, houve um período da história brasileira que ficou conhecido como “Abertura dos Portos”, juntamente com a vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil.
Com isso, foram implementados os seguros marítimos, através da Companhia de Seguros Boa Fé, sediada na Bahia, primeira sociedade seguradora a funcionar no país.
Porém, ainda que a companhia tenha se mantido em funcionamento durante os anos seguintes, foi somente em 25 de junho de 1850 que o então “Código Comercial Brasileiro” (pela Lei 556, de mesma data) regulamentou o seguro marítimo no país.
A partir daí, inúmeras empresas seguradoras foram incentivadas a operar, dando início ao “momento de ouro”, no qual várias empresas surgem e expandem suas atividades para outros ramos, além do marítimo.
Dez anos depois, em 1860, foram criadas as primeiras regulamentações relativas à obrigatoriedade de apresentação de balanço e outros documentos, além de passar a ser exigida autorização para funcionamento das seguradoras.
Anos mais tarde, em 1895, empresas estrangeiras começaram a ser fiscalizadas, também. Tendo em vista a tamanha relevância das seguradoras para a economia do país, em 1901, surge a Superintendência Geral de Seguros, subordinada ao Ministério da Fazenda, criada pelo Regulamento Murtinho (Decreto 4.270), com o objetivo de fiscalizar a ação das seguradoras que atuavam no Brasil.
Seguro no Brasil: um mercado que só cresce
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou o relatório Síntese Mensal, com dados do setor de seguros até o mês de novembro de 2024. A arrecadação do setor supervisionado no mês de novembro foi de R$ 33,06 bilhões. No acumulado de 2024, as receitas totalizaram R$ 394,16 bilhões até novembro, o que significa um crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2023.
Em novembro de 2024, o setor retornou à sociedade R$ 19,4 bilhões, por meio de indenizações, resgates, benefícios e sorteios. No acumulado do ano, o retorno chegou a R$ 221,04 bilhões.
Desse modo, vemos que o mercado de seguros no país está em expansão e pode representar um grande ganho para a economia e para a geração de emprego e renda.
Estados e cidades que mais contratam seguros
O mercado de seguros no Brasil apresenta variações significativas conforme a região e as cidades.
A seguir, destacam-se os estados e municípios com maior contratação de seguros de acordo com dados atualizados até 2024:
São Paulo: lidera o mercado de seguros no país, com a maior participação na arrecadação de prêmios.
Rio de Janeiro: ocupa a segunda posição em arrecadação de prêmios de seguros.
Minas Gerais: segue na terceira colocação em termos de arrecadação
Já entre as cidades se destacam:
São Paulo: possui 26.207 corretores de seguros ativos.
Rio de Janeiro: conta com 9.597 corretores ativos.
Belo Horizonte: registra 5.466 corretores em atividade.
Curitiba: tem 5.409 corretores ativos.
Brasília: apresenta 3.693 corretores de seguros.
Estudos recentes também revelam outros dados interessantes:
a) Homens continuam contratando mais seguro de vida do que as mulheres;
b) A faixa etária que mais contrata seguros permanece entre 35 e 44 anos;
c) Quanto maior o grau de escolaridade, maior a probabilidade de contratar um seguro;
d) No geral, apenas 17% da população brasileira possui seguro de vida, um aumento discreto em relação aos anos anteriores.
Esses dados reforçam a necessidade de difundir a importância do seguro para todas as camadas da população, garantindo que esse serviço essencial seja acessível a um número maior de pessoas.
Outra pesquisa aponta que cidades paulistas como Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Campinas e a Grande São Paulo concentram mais de 42% dos corretores de seguros do Brasil.
Além disso, é importante destacar que mais de 60% dos municípios brasileiros ainda não possuem corretores de seguros, evidenciando um grande potencial de mercado e a necessidade de expansão desses profissionais para atender à demanda da população.
Esses fatores indicam um cenário favorável para a entrada de novos profissionais no setor, contribuindo para a geração de empregos e a ampliação do mercado de seguros no país.
O crescimento ao longo dos anos
A arrecadação do setor supervisionado no mês de dezembro foi de R$ 40,97 bilhões. No acumulado de 2024, as receitas totalizaram R$ 435,56 bilhões, representando um crescimento de 12,2% em relação ao ano anterior, consolidando sua trajetória de expansão no mercado brasileiro. Já o crescimento real em 2024, já descontada a inflação do período, foi de 7,6%.
De acordo com a CNseg em pesquisa no final de 2024 os seguros mais procurados foram:
1) Saúde;
2) Automóvel;
3) Vida;
4) Residencial;
5) Viagem.
Tipos de seguros mais buscados no Brasil
Os tipos de seguros mais buscados no Brasil são o de saúde, de automóvel, de vida, para viagens e o residencial, também vale destacar o crescimento exponencial do VGBL. Veja mais sobre cada um deles, abaixo:
Seguro saúde
Os custos e coberturas variam conforme a região, mas a verdade é que o seguro de saúde está entre os mais procurados pelos brasileiros. A crescente demanda se deve, principalmente, à busca por acesso rápido e de qualidade a serviços médicos, diante da sobrecarga do sistema público de saúde.
Seguro de automóvel
Cada localidade tem seus preços, mas, a verdade é que o seguro de automóvel é o mais procurado pelos brasileiros, devido, principalmente, ao fato de existirem muitos registros diários de roubo e acidentes no país.
Seguro de vida
O seguro de vida é, também, um tipo de produto que está em expansão neste mercado. Com algumas condições flexíveis, pessoas estão sendo atraídas a contratar o serviço, o que impulsiona o comércio do ramo.
Seguro viagem
É um dos seguros tidos como indispensáveis. Vai viajar? Não deixe de contratar o seu seguro viagem. Não é possível prever problemas, então, a solução é se prevenir contra eles, ainda mais estando longe de casa.
Seguro residencial
Esse tipo de seguro segue igualmente a tendência de crescimento dos outros, e é tão necessário quanto. Incêndios, roubos, danos causados por terceiros… Tudo isso pode gerar dor de cabeça para quem não tem uma cobertura residencial.
VGBL
O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é um tipo de seguro de vida com característica de investimento, muito procurado por quem deseja acumular recursos para o futuro. Diferente de um plano de previdência tradicional, ele funciona como uma reserva financeira que pode ser resgatada ou convertida em renda no longo prazo. Seu crescimento tem sido impulsionado pelo aumento da conscientização sobre planejamento financeiro e pela busca por alternativas de investimento com benefícios fiscais.
Este produto, que combina características de seguro e investimento, registrou um crescimento de 16,3% em 2024 em relação a 2023, evidenciando o fortalecimento dos produtos de acumulação como alternativa de investimento e complementação de renda futura.
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